terça-feira, 6 de setembro de 2011

QUANDO LARGOS ANOS TÊM CEM DIAS:

Quando MFL venceu Passos Coelho nas directas,  a facção compreendeu rápido. Uma senhora de rosto marcado e casacos antiquados, sem queda para a oratória e carrancuda, seria presa fácil de Sócrates, o mediático, que , ainda por cima, negava  a tormenta próxima. À cautela, a facção tratou de fazer o trabalho. Pelo país, Passos anunciava TGV's  de mão de obra nacional, Nogueira Leite desancava nas propostas económicas da equipa de MFL, o DN funcionava como um eficente jornal de campanha ( com os tais jornalistas isentos que hoje são assessores ou passistas  final e ferozmente  assumidos). Os mais imaginativos até viram no Belemgate a machadada final  no PSD de Manuela.
Quando a crise apertou e sete anos de PS socrático estiolavam, a facção amolou a faca. Na altura certa, deu o golpe  com  a colaboração da esquerda parlamentar. Um rio de promessas, todos os cortes eram fáceis, as políticas a seguir eram óbvias, a mudança uma coisa genética e auto-evidente. O desmentido passa ser um modo de vida, mas a facção pode bem com isso.
Quando estão quase a passar cem dias, a facção  faz, agora  sim, uma grimace. Refila  porque  ele há muitos barões que falam demais. Estas coisas é que interessam à facção , nascida para a mecânica das distritais e alçada nas agências de comunicação . É natural, porque uma facção ( não confundir com o governo todo, porque há lá gente  de bem)  não deixa de ser  um guinhol de interesseiros  só porque uma crise económica a enfiou no poder. Não entendem, revoltam-se, encomendam artigos, blogues, posts.
Quando a poeira  assentar, uma  coisa é certa: uma facção no poder  só tem uma fracção do poder.
SIM, MAS:

Também lá  há sonsos. Mafiosos maviosos. Sonsos.
A TODO  GALOPE, AL CIELO:

¿Alguna vez se sintió vencido?
- Por ahora no. Ojalá no me dé cuenta el día en que lo esté. Espero morirme creyendo que voy a seguir escribiendo, que venga la muerte de un momento a otro. Me gustaría decir, segundos antes de la muerte, lo mismo que un personaje de un libro que estoy leyendo: "Rápido cochero, a todo galope, al cielo".


( aqui)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

COISAS CERTAS:

Acabados  os festivais de Verão, regressam  as manifestações da geração à rasca. Com burguesitos destes não vamos  lá.
Os figos  este ano é que estão fraquitos.
CUIDADO COM OS DESEJOS:


 LUIS MENEZES LEITÃO OUT :

O LMN não necessita, mas fica  a saber que tem,  aqui,  no Lathe Biosas,  um porto de abrigo provisório enquanto não arranja casa nova.

domingo, 4 de setembro de 2011

COMERAM-LHE A CARNE, AGORA ROAM-LHE OS OSSOS:

Durante todos estes anos, permitiram tudo a Jardim e , pior, com gosto: o homem ganhava eleições.  Por outros motivos, o Presidente da AR, Jaime Gama, foi lá homenageado  sem se importar com o epidódio vergonhoso do fecho da AR regional, que obrigou Cavaco a receber  os deputados num hotel. Regressando ao PSD, MFL passeou com ele enquanto falava de asfixia democrática no continente, num erro de palmatória que na altura assinalei no Mar Salgado. Nenhum líder do PSD teve a coragem de cortar com uma personagem que humilha e intimida os adversários  políticos.  As vozes independentes, como Pacheco Pereira e Pulido Valente,  defenderam-no sempre , achando imensa graça ao estilo politicamente incorrecto, sem se aperceberem  de que o estilo de Jardim foi sempre o mais politicamente correcto possível: o poder acima das pessoas. 
Quando, antes das cheias, Jardim ultrapassava todas os limites da cobardia  nos ataques a Sócrates, o povo não socialista do continente  ( enfim, quase todo...)  comia amendoins  no camarote. Côté argent nem se fala: descontracção e estupidez natural, como dizia  o Pedroto.
Agora, em tempos de melão e vinho de tostão, falam em dar a independência à Madeira. É óbvio que tal fala significa apenas o enfado dos fracos. Ainda que o não fosse,  agora  é tarde,  Inês é morta. A intelectualidade conservadora , que andou  com Jardim ao colo,  tem a obrigação mínima de  não deixar cair , outra vez , os madeirenses.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

LATHE BIOSAS (VI):

Mesmo num mau poeta ( nuvem poisada, alvente, sobre a neve)  há sempre alguma coisa escondida. E assim Agusto Casimiro sai-se com há paisagens que são almas rezando.
Não é  a imagem da tranquilidade - seria banal pese a excelência da síntese. Se o prazer é apenas a concentração num instante ( diz, e bem,  Levinas),  a paisagem que reza obriga a olhar e  a demorar. É uma bomba de fragmentação retardada.
OS 700.000:

Os media comem, engolem e não refilam. Dos anunciados 200 milhões a cortar na Segurança Social, apenas 20 são cortes nos famosos lards do Estado. Os outros 180 são cortes nas prestações sociais.
Muito diferente disto, lembram-se? A regra dos 700.000 votos  é clara: quem mexe na função pública, dos marajás aos cantoneiros, perde as eleições.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

VOCAÇÃO:

Este governo socialista já aumentou os impostos quatro vezes. É preciso dar lugar a outros.


O ELEFANTE DEVORADOR DE HOMENS:

A primeira vez que li sobre  esta história, foi num livro  do Capstick. Ele situa o episódio numa noite de 1944. Estou a trabalhar uma  personagem que exerce, vamos assim dizer, o direito ao canibalismo  (  apesar da aura de lenda que rodeia o acontecimento). 
O que terá feito a pobre  Bertha? Por que motivo o elefante  saiu do padrão comportamental? A imaginação pode levar o homem ao canibalismo?